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   Campo harmônico maior- sugestão de estudo para violão

Olá! Obrigada pela visita e espero que seja de grande valia para você a sugestão de estudo de hoje.
Antes de seguir este post, será de grande valia se você já estudou formação de acordes, intervalos e escalas maiores. Caso não tenha estudado, dê uma olhada nos outros posts e, caso tenha dúvidas, entre em contato pelos comentários!
Começaremos então, apresentando o campo harmônico maior. Os acordes formados em tríades serão sempre esses:

Campo harmônico Dó Maior


I   IIm   IIIm   IV   V   VIm   VII°
C   Dm    Em     F    G    Am    B°


Utilize esta estrutura I,IIm,IIIm,IV,V,VIm,VII° para montar qualquer campo harmônico maior, a partir de qualquer escala.


Campo harmônico Sol Maior

I   IIm   IIIm   IV   V   VIm   VII°
G   Am     Bm    C    D   Em    F#°


Após montar todos os campos harmônicos, toque-os no seu instrumento.

1- Toque todos os acordes do campo harmônico em uma única região
2- Toque os acordes do campo harmônico na forma horizontal
3- Misture essas possibilidades
4- Toque cada acorde do campo harmônico utilizando o sistema CAGED.
5- Toque cada um dos itens acima, e acrescente os arpejos respectivos a cada acorde.

Espero que tenha gostado das sugestões, estudando desta forma, você irá ampliar muito as possibilidades de execução. Aguardo você na próxima semana!



Escrito por Lígia às 23h30
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   Formação de acordes

Formação de acordes/campo harmônico maior


Olá! Agora iremos passar para o estudo de formação de acordes. No caso do vestibular, você precisa ter esse conhecimento para reconhecer os acordes nas passagens das músicas e assim realizar as análises. 
Para compreender esse assunto, você precisa dominar os assuntos de escalas e intervalos.
Os acordes de tríades podem ser maiores, menores, aumentados ou diminutos. Eles são formados por sobreposição de terças, que podem ser maiores ou menores.
A escala maior possui a seguinte sequência de acordes, ou campo harmônico:

I     II     III   IV  V    VI     VII
C   Dm   Em   F   G   Am   Bº

Ou seja, os acordes maiores serão os dos graus I, IV e V. Os acordes menores serão os dos graus II, III e VI. E o acorde diminuto será o do VII grau. Não teremos acorde aumentado na escala maior.

Analisando as notas de cada acorde, teremos o seguinte:

C-   Ré   Mi  Fá   Sol   Lá   Si
Dm - Re   Mi     Sol     Si   Dó
Em- Mi   Fá   Sol   Lá   Si   Dó   Re
F- Fa   Sol   Lá   Si   Dó   Re   Mi
G- Sol   Lá   Si   Dó   Re  Mi   Fá
Am- Lá   Si   Dó   Re   Mi   Fá   Sol
Bº- Si   Dó   Re   Mi     Sol   Lá


Os acordes maiores são formados por sobreposição de terça maior-terça menor.

Acorde de C
Do     Mi     Sol
    3M    3m

Acorde de F
Fá    Lá     Dó
    3M   3m

Também analisamos a formação do acorde maior por Tônica, terça maior e quinta justa.

Acorde de G

Sol    Si    Re
T      3M   5J

Os acordes menores são formados pela sobreposição de terça menor-terça maior.

Acorde de Dm

Re     Fá     Lá 
    3m     3M

Ou também pela estrutura de Tônica, terça menor e quinta justa.
Acorde de Em
Mi   Sol   Si
T     3m   5J

Acorde de Am

Lá    Do    Mi
T     3m     5J

Os acordes diminutos são formados por sobreposição de terça menor-terça menor. Ou pela estrutura Tônica, terça menor, quinta diminuta.

Acorde de Bº

Si     Re     Fá
    3m    3m
T      3m     5d

Os acordes aumentados são formados pela sobreposição de terça maior-terça maior. Ou Tônica, terça maior e quinta aumentada.

Acorde C+
Do     Mi     Sol
    3M     3M
T       3M     5+


Dicas de estudo:
Círculo médio preto️Como sugestão de estudo, monte os campos harmônicos em todos os tons.
Círculo médio preto️Monte os quatro tipos de acorde, pensando na sobreposição de terças, utilizando uma tônica. Ex: C, Cm, Co e C+.
Círculo médio preto️Pense nos acordes como graus de uma determinada escala. Ex: Dm é o II grau da escala de do maior, VI grau da escala de fá maior, III grau da escala de Sib maior.


Escrito por Lígia às 16h41
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   Intervalos- classificação

O intervalo é a distância entre duas notas.

Ele acontece o tempo todo enquanto ouvimos ou tocamos uma música. Pelo parâmetro da altura, é o que diferencia uma nota da outra.

Pode ser harmônico ou melódico. O intervalo harmônico, é quando duas notas soam simultaneamente. Já o melódico são notas sequenciais e pode ser ascendente, quando a primeira nota do intervalo é a mais grave e descendente, quando a primeira nota é mais aguda.

Para classificá-los de forma qualitativa, utilizaremos a estrutura da escala maior.

 

T     2M     3M     4J     5J     6M     7M     8J

DÓ  RÉ    MI       FÁ    SOL  LÁ     SI      DÓ

 

Lembrando que todos esses intervalos são em relação à nota dó (tônica da escala). A nota MI é 3ª maior apenas em relação à nota DÓ.

Para classificar qualquer intervalo, pensaremos então na escala da PRIMEIRA NOTA do intervalo.

 

Ex: Fá      Sib

 

Pensaremos na escala de Fá maior, o Sib encontra-se nesta escala, então está tudo certo, é 4J.

Caso o intervalo fosse Fá e Si, percebemos a alteração de 1 semitom para cima. Quando isso acontece para qualquer intervalo, pensando na estrutura da escala para classificar, o intervalo se tornará aumentado. Temos uma 5ª aumentada.

Agora pensando no intervalo de Dó e Mib. Na escala de Dó maior, o Mi é natural, então temos uma alteração de 1 semitom para baixo. Quando isso acontece nos intervalos de 2ªs, 3ªs, 6ªs e 7ªs, o intervalo se tornará menor. Agora, sendo Dó e Mibb (dobrado bemol), alteramos 1 tom para baixo. Quando isso acontece nesses mesmos intervalos, ele será diminuto.

Próximo intervalo: Dó e Fáb. Alteramos na quarta, meio tom abaixo. Para os intervalos JUSTOS, essa alteração gera o intervalo diminuto. Ou seja, para os intervalos de 4ªs, 5ªs e 8ªs.

 

RESUMO:

Faça a classificação quantitativa do intervalo, depois, pense na escala da primeira nota. Se a segunda nota coincidir com a escala maior da primeira nota, com as alterações específicas, o intervalo será um da tabela da estrutura da escala. Se não coincidir, e for meio tom abaixo do certo para a escala, acontecerá da seguinte forma> para intervalos justos da escala, se tornará diminuto e para intervalos maior, se tornará menor. Se for um tom abaixo> Para intervalos maiores, se tornará diminuto. Agora, se for meio tom acima de qualquer grau da escala, será aumentado.

 

O intervalo mais-que-diminuto acontece quando é meio tom abaixo do diminuto. O intervalo mais-que-aumentado é meio tom acima do aumentado.

 

                                                   TABELA DE CLASSIFICAÇÃO

um tom abaixo          meio tom abaixo    ESCALA         meio tom acima     um tom acima

mais-que-diminuto    diminuto                JUSTOS          aumentado           mais-que-aumentado

diminutos                  menores                MAIORES       aumentado           mais-que-aumentado

 



Escrito por Lígia às 20h42
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   Tríades, inversões e substituições

Olá! Hoje desvendaremos as tríades, suas inversões e possibilidades praticas. E também faremos sugestões de como aproveitar melhor as progressões, fazendo substituições quando possível, dependendo do gênero musical.
As tríades são representadas apenas pelas letras. Ex: A, C#, G, Bb, quando maiores; Cm, Em, Abm, G#m, quando menores. Ao se deparar com esses acordes, geralmente utilizaremos os mesmos ou suas inversões: A/C#, C#/G#, Em/G, G#m/B. Os acordes de tríades dificilmente abrem espaço para as tensões. Ou seja, com muita cautela podemos utilizar uma 9, 11, 13, para embelezar a harmonia. Mas você pode experimentar isso, se achar que o estilo combina. Observe a cifra abaixo, como exemplo, utiliza tríades e uma inversão com a terça no baixo. O quinto grau, sempre costuma aparecer com a 7.

Era uma vez

Sandy e Junior

Tom:E

    E
Era uma vez
                          B7
Um lugarzinho no meio do nada
                   A
Com sabor de chocolate
                      B7
E cheiro de terra molhada
         E
Era uma vez
                           B7
A riqueza contra a simplicidade
                     A
Uma mostrando pra outra
                       B7
Que dava mais felicidade
                  A
Pra gente ser feliz
            E/G#               F#m
Tem que cultivar as nossas amizades
                   E
Os amigos de verdade
                  A
Pra gente ser feliz
          E/G#                     F#7
Tem que mergulhar na própria fantasia
                B7
Na nossa liberdade
                    E
Uma história de amor         |
          D                     |  (2 x)
De aventura e de magia       |
A Só tem a ver |
                  B7            |
Quem já foi criança um dia___|
         E
Era uma vez.....

 

Uma possibilidade que torna uma progressão de tríades mais interessante, é a inversão dos acordes, pensando na progressão como um todo.

|| C G | F G | Dm Em | F G | C ||

|| C G/B | F/A G | Dm/F Em | F G | C ||

Note que, na segunda progressão acima, o baixo caminha por graus conjuntos descendentes nos três primeiros compassos. Toque as progressões e perceba a sua sonoridade.
Veja a cifra abaixo, que utiliza esse recurso (progressões em vermelho)

Keep the faith

Michael Jackson

INTRO: ::  C#/G#  :  A#m  :  C#/G#  :  A#m  ::

        C#      G#/C         A#m   C#/F    C#7/F
If you call out loud will it get inside
             F#              C#/F          D#m       G#4
Through the heart of your surrender to your alibis?
            C#         G#/C           A#m      C#/F    C#7/F
And you can    say the words like you under - stand
         F#          C#/F
But the power's in believing
             E            D#m
So give yourself a chance

F#/G#                F#    B - F#/A#
      'Cause you can    climb the highest mountain
C#                        G#m7 - F#/A#
   Swim the deepest sea - hee
F#                     C#/F
   All you need is the will to wart it
        D#7              F#/G#
And uhh  -  little self-esteem

            C#/B   F#/A#
So keep the faith
       C#
Don't let nobody turn you 'round
C#/B                         F#/A#
     You gotta know when it's good to go
              C#
To get your dreams up off the ground
            C#/B        F#/A#
So keep the faith, baby, yea
              A6              C#/G#
Because it's just a matter of time
             E6
Before your confidence will win out
    B        F#/A#      G#m7             B/G#  F#/A#
Believe in yourself, no matter what it's gon'   take
   B        F#/A#           F#/G#            C#     C#4 - C#
You can be a winner, but you got to keep the faith

C#  C#4   C#
    Gon' keep it brother
   C#4  C#
You got it

              C#      G#/C            A#m     C#/F    C#7/F
And when you think of trust, does it lead you home
      F#                 C#/F              D#m           G#4
To a place that you only dream of when you're all alone
          C#      G#/C            A#m    C#/F    C#7/F
And you can go by feel instead of circumstance
         F#          C#/F
But the power's in believing
             E            D#m
So give yourself a chance

  F#/G#             F#       B - F#/A#
I know that you can     sail across the water
C#                        G#m7 - F#/A#
   Float across the sky - high
F#                   C#/F
   Any road that you take will get you there
D#7           F#/G#
   If you only try

            C#/B   F#/A#
So keep the faith,      ow
       C#
Don't let nobody take you down, brother
C#/B               F#/A#
     Just keep your eyes on the prize
          C#
And your feet flat on the ground
            C#/B        F#/A#
So keep the faith, baby, yea
              A6              C#/G#
Because it's just a matter of time
             E6
Before your confidence will win out
B        F#/A#   G#m7           B/G#   F#/A#
I told my brother how to do the thing   right
B           F#/A#              G#m7      B/G#  F#/A#
Lift up your head and show the world you got   pride
B             F#/A#          G#m7         B/G#  F#/A#
Go for what you want don't let 'em get in your  way
   B        F#/A#           F#/G#            C#     C#4 - C#
You can be a winner, but you got to keep the faith

C#  C#4   C#
    Gon' keep it brother
   C#4  C#
You got it

                         G#
I know that keepin' the faith
F7   A#m
Means never givin' up on love
         A                             F#/G#
But the power that love has to make it right
          G#/A#
Makes it,        makes it right!


Outra variação que podemos fazer, se a música permitir, é o ostinato do baixo.

|| C G/C | F/C G/C | Dm/C Em/C | F/C G/C | C ||

Isso torna a harmonia bem interessante, perceba.

Ainda pensando no baixo, e se deparando com uma harmonia estática, podemos varia-la alterando o baixo, pensando nas inversões ou mesmo nas notas da escala.

|| Am | Am | Am | Am ||

|| Am | Am/C | Am/G | Am/E ||

|| Am | Am/G | Am/F | Am/C ||

Pesquise músicas e analise como os arranjadores fazem isso, assim você entenderá melhor e acrescentará esses recursos ao seu repertório, lembrando que, sempre precisamos ficar atentos e ouvir se tudo flui bem, com a melodia, ritmo, etc.

Substituição de acordes

Pensaremos nas substituições também para enriquecer a harmonia ou diversificar.

Para entender melhor, verifiquemos as funções dos acordes no campo harmônico de Do maior:

C- T
Dm- S
Em- T
F- S
G- D
Am- T
Bdim- D


Legenda:
T= tônica
S= subdominante
D= dominante

Ao substituir um acorde, precisamos utilizar outro com a mesma função.

Ex

|| C | C | F | G | C||

Substituindo

|| C | Am | Dm | G | C ||

Nesta progressão, substituímos no segundo compasso, o acorde C pelo acorde Am, ambos de função tônica em do maior. E no terceiro compasso, substituímos o acorde F pelo acorde Dm, ambos de função subdominante.

Teste as substituições em todos os tons.

Espero que tenham gostado desta postagem, se tiverem dúvidas, podem entrar em contato comigo por email. Visitem nossos vídeos no youtube!! Lembrando que, em breve, abriremos o curso de harmonia, para quem tem interesse em se aprofundar nesses estudos para melhorar sua performance e compreensão do assunto.



Escrito por Lígia às 13h34
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   Trabalho para o curso "Construções melódicas"- Análise e apreciação

Música "So What"

 

Assista o vídeo indicado e anote neste arquivo aqui, o minuto e segundo em que aparecem ao menos um de cada elemento musical a seguir descrito:

1. Frase construída com determinada lógica de progressão de intervalos ou arpejos

R: Frase a partir de 00:13.

2. Frase com intenção de pergunta e que em seguida é respondida com a repetição da pergunta complementada com a resposta.

R: Frase a partir do 00:33.

3. Frase que retoma a intenção de outras frases tocadas anteriormente em no início da música.

R: Frase a partir de 03:20.

4. Frase que é construída com a repetição de notas em que o ritmo é o foco principal para exprimir a coesão musical.

R: Frase 06:23.

5. Depois de ter localizado os itens acima, localize duas frases que exprimem para você intenções distintas e explique tais intenções. Como por exemplo,  uma frase empolgante e outra melancólica, uma frase nervosa e outra calma etc…

R: Frase a partir de 03:39, é uma frase agitada. Frase 01:45 é uma frase tranquila.

6. Construa um pequeno texto de aproximadamente 5 linhas abordando suas impressões pessoais sobre as improvisações realizadas nesta música.

R: As improvisações variam evidentemente de acordo com cada instrumentista. O primeiro, utiliza muito dos motivos do tema, desenvolvendo toda sua improvisação assim, utiliza muitas notas longas e arpejos. O segundo improvisador utiliza muitas notas curtas, semicolcheias e tercinas e faz pausas, evitando sustentar as notas. Faz frases pergunta-resposta passando por todas as notas da escala. O terceiro improvisador também utiliza notas curtas, mas de vez em quando utiliza semínimas, começando suas frases sempre nos tempos fracos, remetendo também ao tema. O piano utiliza predominantemente de colcheias, acordes e faz pausas. A música é muito bem trabalhada pelos improvisadores, que mesclam seus estilos, combinando com o tema.



Escrito por Lígia às 18h35
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   Aprendendo a montar a escala de dó no violão e na guitarra

Olá!

Hoje quero mostrar a vocês como montar uma escala no violão ou na guitarra sem decoreba ou memorização de desenhos. O importante aqui é conhecer mais sobre o seu instrumento para entender como funciona e assim saber montar todos as escalas que precisar. Além disso, facilitará sua leitura de partitura, sabendo onde encontra as notas.

Para começar, retomando um pouco sobre tom e semitom. O semitom, ou meio tom, é o menor intervalo utilizado na escala diatônica. O tom é a junção de dois semitons.

A escala maior ou de dó possui a seguinte estrutura:

        TOM       TOM  SEMITOM  TOM      TOM      TOM   SEMITOM

O que devemos frizar aqui é que da nota mi para a nota fá temos um semitom e da nota si para a nota dó também. Numeraremos a escala de dó em graus:

I      II   III   IV   V     VI  VII  VIII

DÓ  RÉ  MI   FÁ  SOL  LÁ  SI   DÓ

 

Ou seja, do III para o IV grau temos o intervalo de semitom, como também observamos do VII para o VIII grau. Entre todos os outros graus, encontraremos tons.

Passando para o instrumento, começaremos com a escala de dó não necessariamente partindo desta nota, mas da nota mais grave que é possível partir, ou seja, da nota mi (6ª corda solta).

Na guitarra ou no violão, o semitom é simplesmente você tocar uma casa e, em seguida, a sua casa vizinha. Ou seja, toque a 1ª casa e para achar um semitom, toque a 2ª casa. Para achar um tom, ande mais uma casa, ou seja, pule a segunda casa, toque a 1ª casa e depois, a 3ª.

Devemos adquirir uma certa fluência na ordem das notas da escala, partindo das outras notas além do dó. Verifique abaixo:

RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ RÉ

MI FÁ SOL LÁ SI DÓ RÉ MI

FÁ SOL LÁ SI DO RÉ MI FÁ

SOL LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL

LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ

SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI

 

Adquira também fluência na ordem inversa das notas:

DÓ SI LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ

SI LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ SI

LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ SI LÁ

SOL FÁ MI RÉ DÓ SI LÁ SOL

FÁ MI RÉ DÓ SI LÁ SOL FÁ

MI RÉ DO SI LÁ SOL FÁ MI

RÉ DÓ SI LÁ SOL FÁ MI RÉ

 

Agora, podemos seguir com a montagem da escala no violão ou guitarra. Mas, UTILIZAREMOS APENAS AS NOTAS ENCONTRADAS NAS 3 PRIMEIRAS CASAS, OU SEJA, 1ª POSIÇÃO.

Partindo da nota MI, 6ª corda solta, precisamos encontrar a próxima nota da escala. Já que memorizamos a ordem das notas conforme a tabela acima, sabemos que será a nota FÁ. Será alguma casa apertada, já que não há nenhuma corda solta que tenha esse nome. Consultaremos então a tabela de tom e semitons: da nota MI para a nota FÁ temos um semitom e da nota SI para a DÓ também. Então para encontrar a nota FÁ, basta andar uma casa, que representa o semitom no instrumento. Isso pode gerar dúvidas, já que não estamos apertando nenhuma casa. Mas, basta apertar a primeira casa da 6ª corda. OK.

Próximo passo: Qual é a próxima nota a ser encontrada, lembrando da ordem das notas? Após a nota FÁ, teremos a nota SOL na sequência da escala. Voltando à tabela: da nota MI para a nota FÁ temos um semitom e da nota SI para a DÓ também. Então, da nota FÁ para o SOL só pode ter tom, pois as únicas notas que possuem semitom entre elas são aquelas. Apertando a nota FÁ, que fica na 1ª casa, encontraremos a nota SOL andando DUAS CASAS, ou pulando uma. Pularemos a casa 2. A nota SOL se encontra na 3ª casa da 6ª corda.

Para prosseguir, precisamos utilizar a próxima corda, já que a ideia aqui é começar estudando a 1ª posição, que se encontra nas 3 primeiras casas. E precisamos achar a nota LÁ, que corresponde à sequência.

Percebemos que a própria 5ª corda solta é a nota LÁ, que dá continuidade à nossa escala.

Agora é a sua vez! Dê prosseguimento à escala de dó, utilizando apenas as 3 primeiras casas! Após chegar saté a 1ª corda, 3ª casa, faça a volta da escala até a 6ª corda solta.

Dicas:

 

  • Pense sempre na ordem das notas na escala, para saber a próxima nota a ser encontrada
  • Em seguida, pense se entre a nota que você está apertando e a próxima, há tom ou semitom, portanto, memorize bem a estrutura da escala para saber.
  • Utilize as cordas soltas sempre que possível.

Cheque as respostas aqui.

 

Dúvidas? Basta entrar em contato por e-mail ou comentário! Bons estudos!

 



Escrito por Lígia às 18h51
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   Intervalos

Hoje conheceremos um pouco sobre os intervalos.

O intervalo é a diferença de altura entre dois sons. O intervalo pode ser melódico, ou seja, formado por notas sucessivas (uma após a outra), e harmônico, formado por notas simultâneas (soando ao mesmo tempo).

No caso de intervalos melódicos, também encontramos a diferença de intervalos ascendentes (quando a primeira nota dos dois sons é a mais grave) ou descendentes (quando a primeira nota dos dois sons é a mais aguda).

O intervalo também pode ser conjunto (formado por notas consecutivas, uma nota e sua vizinha) ou disjunto (formado por notas não consecutivas, com distância de uma nota ou mais entre elas).

Intervalo conjunto:

Intervalo disjunto:

Como você pode perceber, as notas pequenas pretas representam as notas que separam esse intervalo, o que o torna disjunto.

Além disso, pode ser simples (quando a distância entre as duas notas não ultrapassa uma oitava) ou composto (quando a distância entre as duas notas ultrapassa uma oitava).

Intervalo melódico simples:

Intervalos harmônicos compostos:

 

Então, temos 4 análises a serem feitas do intervalo: se ele é melódico ou harmônico (notas sucessivas ou consecutivas); ascendentes ou descendentes (determinado pela altura da primeira nota, se estiver subindo é ascendente, se estiver descendo é descendente), lembrando que só serve esta análise para intervalos melódicos; se é conjunto ou disjunto (formado por notas consecutivas ou não consecutivas); e se ele é simples ou composto (formado por notas dentro de uma oitava ou além de uma oitava).

 

Exemplos:

O intervalo abaixo é melódico, ascendente, disjunto e simples.

O intervalo abaixo é harmônico, disjunto e simples.

Agora, pegue o seu caderno pautado e crie intervalos para analisar! Após ficar bem firme, você pode experimentar em músicas. Comece com as mais simples.

Exercício:

Analise os intervalos circulados da música abaixo, desconsiderando notas repetidas e os acidentes.

Para conferir as respostas, clique no link abaixo:

Respostas



Escrito por Lígia às 10h32
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   Dicas de leituras musicais- livro O triunfo da música

Olá!

Hoje trago uma dica de leitura de vale a pena, para quem se interessa por curiosidades referentes aos músicos e sobre a história da música. É a leitura do livro O triunfo da música, do autor Tim Blanning. O autor não é músico, mas professor de história moderna, mesmo assim, seu livro é de leitura leve e gostosa.

O objetivo do autor, como diz na capa, é mostrar a ascensão dos compositores, dos músicos e de sua arte, o que ele faz contando um pouco da vida de muitos músicos e o que sofreram até chegar à adoração por parte do público e ao título de gênios. Logo na introdução, temos uma clara ideia da importância do papel da música na sociedade atual, quando ele descreve a festança que ocorreu no jubileu de ouro da rainha Elizabeth II, em 2002. O interessante, é que no momento do show, provavelmente ninguém lembrava o que estava sendo comemorado, já que o público estava muito entretido com a presença dos artistas Ozzy Osbourne, Atomic Kitten, Rachel Stevens, Cliff Richard, entre outros com o ponto máximo a interpretação de Brian May. É interessante notar que a rainha não estava muito interessada nos shows, ou pelo menos era o que parecia. Mas ela não pôde impedir o sucesso e a repercussão do mesmo.

Contrastante é que lemos nas páginas seguintes. Nas civilizações antigas, é notável o poder que a música tem sobre o ser humano. Platão dizia: "A música é a parte fundamental da educação, porque o ritmo e a harmonia têm, no mais alto grau, tendência a se insinuar na alma, dominando-a". Mesmo assim, percebemos que os músicos há uns séculos atrás viviam como escravos e recebiam pouca consideração por parte da sociedade, que os colocava lado a lado com os mendigos. A imperatriz Maria Tereza dizia ao filho Ferdinando para ter cautela ao contratar Mozart, que ele deveria "evitar conceder a essas pessoas títulos honoríficos como se estivessem a seu serviço. Pois o próprio serviço cai em descrédito quando essas pessoas perambulam pelo mundo como pedintes".

Joseph Haydn teve seus dias de escuridão trabalhando para o príncipe Esterházy, que não o deixava aceitar ofertas de outros e nem oferecer sua música, que deveria ser exclusiva. Haydn só teve sua liberdade com a morte do príncipe.

O livro coloca muitos exemplos e nos leva de volta a essas épocas, que apesar de estarem tão distantes não são muito diferentes do que vivemos. A música é, com certeza, valorizada. Mas os músicos ainda precisam lutar por um espaço dependendo do gênero que quer seguir. E os ouvintes precisam ter consciência de como a música é importante para eles, já que ouvem música por todo o tempo e ela está presente em todas as fases da vida.

Se você gostou, leia o livro e entenda mais sobre a vida dos músicos desde a antiguidade até os dias de hoje!



Escrito por Lígia às 10h46
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   Conceitos de harmonia tradicional

Olá! Nesta postagem vou introduzir alguns conceitos de harmonia tradicional. Vamos relembrar um pouco sobre as funções dos acordes, para mais detalhes, dê uma olhada em umas das postagens abaixo, que fala sobre isso.

Partindo da tonalidade, teremos as funções de tônica(repouso), subdominante(movimento) e dominante(tensão) que se relacionam por quintas justas ascendentes ou descendentes. Esses acordes principais serão maiores nas tonalidades maiores e menores nas tonalidades menores. Porém, o acorde dominante sempre será maior. A tônica é representada pelo grau I da tonalidade, a subdominante pelo grau IV e a dominante pelo grau V.

Ex:

Campo harmônico maior de dó em tríades:

I  II    III  IV V VI  VII

C Dm Em F  G Am Bº

 

Podemos observar facilmente a relação de quartas e quintas justas ascendentes ou descendentes.

I para IV grau- quarta justa ascendente ou quinta justa descendente

IV para I grau- quinta justa ascendente ou quarta justa descendente

I para V grau- quinta justa ascendente ou quarta justa descendente

V para I grau- quinta justa descendente ou quarta justa ascendente

 

Analisando as notas destes três acordes de I grau(tônica), de IV grau(subdominante) e de V grau(dominante) verificamos que os três já contém todas as notas da escala ou tonalidade.

 

C- Tônica

I grau- acorde de dó maior

 Ré  Mi  Fá  Sol Lá Si  

 

F- Subdominante

IV grau- acorde de fá maior

Dó  Ré  Mi   Sol Si

 

G- Dominante

V grau- acorde de sol maior

Dó  Ré  Mi  Fá  Sol  Lá  Si  Dó  


A grande característica do acorde de Dominante é ter a nota sensível da tonalidade, que pede resolução na Tônica.

Para fazer uma análise utilizando a harmonia tradicional, você utilizará a cifragem I para quando encontrar o acorde de dó, IV para quando encontrar o acorde de fá e V para quando encontrar o acorde de sol. Comece praticando apenas com a tonalidade de dó, até adquirir fluência na análise. Começaremos com apenas estes graus I, IV e V, mas nas músicas é óbvio que terão muito mais acordes, basta ignorá-los então.

Dicas para a análise:

 

  • Estude muito bem a visualização dos acordes na pauta. Ex: Dó maior possui notas dó, mi e sol, mas elas podem não estar nesta ordem. No grau I, pode aparecer o dó, o sol e depois o mi, etc. Cuidado apenas com o baixo do acorde, ele deverá ser sempre a nota dó para grau I, nota fá para grau IV e nota sol para grau V, a princípio, pois não estamos estudando com inversões.
  • Visualize o baixo do acorde e tende construir a tríade correspondente, caso não dê certo, é porque não é o acorde.
  • Podem ser que aconteça de você conseguir construir o acorde, mas mesmo assim tenha uma nota estranha entre as outras do acorde. Não se preocupe, esta nota será chamada de nota estranha mesmo, mas ela não interfere na análise do acorde.
  • Não é necessário repetir a análise caso o acorde se repita.
  • É possível que se omitam notas do acorde, mas nunca a tônica.

Exercício 1:
Faça a análise dos graus I, IV e V nesta peça para violão, marcando os graus abaixo do acorde na partitura.


Verifique a correção da análise, cliquando aqui.


Exercício 2:
Faça a análise dos graus I, IV e V nesta peça para piano, marcando os graus abaixo do acorde na partitura.
Para ver a correção desta análise:


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Escrito por Lígia às 10h38
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   Leitura de notas no violão e guitarra

Hoje aprenderemos um pouco sobre a leitura de notas na partitura de violão e guitarra. Abaixo, temos a pauta, que é composta de 5 linhas e 4 espaços. Contamos as linhas e espaços de baixo para cima.

Vemos que para fazer uma leitura alternamos linhas e espaços. Temos, na sequência: 1ª linha, 1º espaço, 2ª linha, 2º espaço, 3ª linha, 3º espaço, etc. É assim que vamos inserir as notas na pauta. Por enquanto, começaremos com a clave de sol, que é a utilizada para leituras na guitarra e no violão.

A primeira nota que aprendemos a ler é a nota mi e localiza-se no 4º espaço da pauta. Encontre-a acima. Esta nota é simplesmente a 1ª corda do violão solta.

A próxima nota será a nota fá. Ela se encontra na 5ª linha da pauta. Como observamos na figura acima, a nota fá será na 1ª corda apertando-se a 1ª casa.

A terceira e última nota desta nossa primeira etapa é a nota sol, que ficará acima da 5ª linha. Para encontrá-la no violão, basta apertar na 1ª corda, a 3ª casa.

Ou seja, nesta lição estudaremos apenas as notas na 1ª corda do violão ou guitarra (já que os dois instrumentos possuem mesma leitura)

1º exercício

Para iniciar sua leitura, estude primeiro falando o nome das notas, na sequência que você as encontra. Essa figura redonda que você vê em cada nota é a semibreve e isso significa que a nota vai se estender por 4 tempos. Ou seja, você vai falar: mi i  i  i, sem fazer pausa até que termine os 4 tempos.

                                                1 2 3 4

Após se acostumar com a visualização das notas na pauta, você precisa estudar a localização destas notas no braço do violão. Faça a leitura, dizendo o nome da nota e tocando no instrumento, bem devagar. Após estudar desta forma algumas vezes logo você terá facilidade para fazer a leitura.

2º exercício

Nesse segundo exercício, encontramos mais algumas dificuldades. Estudaremos a mínima, figura que dura 2 tempos. Você vai estudar da mesma forma, lendo as notas em voz alta, e contando 2 tempos com os dedos. Após se acostumar com as notas e seus tempos, vá até o violão ou a guitarra e toque a sequência lentamente. 

 

Dicas para adquirir fluência na leitura:

 

  • Faça sempre a leitura em voz alta, contando os tempos com os dedos, antes de passar para o instrumento
  • Estude lentamente até assimilar bem
  • No seu caderno pautado, crie exercícios utilizando semibreves e mínimas
  • Estude as notas no violão sem a partitura também, falando o nome em voz alta. Se quiser, você também pode cantá-las com o seu instrumento, assim você também estará treinando o ouvido.
  • Estude bem estas 3 notas até não ter dúvidas quanto a tempos, localização no braço, localização na pauta.

Bons estudos!

 



Escrito por Lígia às 08h50
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   Interpretação de partitura de guitarra

Hoje vamos começar a estudar a interpretação de partituras, para quem já toca e quer saber como ler e tocar uma música que está transcrita.

 

Vou usar desta vez o exemplo da música Detroit Rock City do Kiss(Clique para ampliar)

Detroit

 

A primeira coisa a que nos deparamos ao ver essa partitura, são os acordes. Temos a cifra e o diagrama onde cada acorde é bem especificado, ou seja, a posição de acorde que encontramos aí foi a preferida para esta música; se você quiser tocar exatamente como ela foi transcrita, utilize as formas de acordes que encontramos aí, ou na partitura  que você possui e deseja executar. No caso desta música temos a predominância dos powerchords e de algumas tríades simples.

Logo, encontramos a palavra Intro, que logo deduzimos ser introdução. É importante prestar atenção nesse detalhe, pois nessas partituras sempre há a indicação das partes da música, o que facilita a nossa análise e por consequencia, ajuda-nos a memorizar a música com mais facilidade.

Abaixo, encontramos Fast Rock, que é o ritmo em que a música se encontra e semínima= 184, ou seja, o andamento da música, que é bem rápido, 184 pulsos por minuto.

Triplet feel é uma forma de escrita simplificada, utilizamos colcheias ao invés das tercinas para a escrita ficar mais simples, mas elas soarão como tercinas, ou seja, subdivisão ternária. Ao ouvir a introdução da música, repare que a subdivisão claramente não é binária como na maioria das músicas do estilo.

Assista também a este vídeo, onde ouvimos riffs velozes em subdivisão ternária. Isso é o triplet feel.

Triplet feel

 

As siglas N.C significam nada mais que "no chord", não há acorde nesse trecho, apesar da sugestão entre parêntes de C#m.

Enfim, verificamos a transcrição de duas guitarras, que podemos facilmente identificar pela ligação entre os sistemas.

 

Outro detalhe que aparece bastante nessa música é a sustentação dos powerchords de um compasso para outro, quando isso acontece mudando de uma página à outra, o acorde é escrito entre parênteses na tablatura, sem necessidade de rearticular.

Na sequencia, temos a primeira parte e o ritmo 1, que será tocado pelas duas guitarras. Nessa parte temos a ausência da tablatura, que antes acompanhava a partitura. Temos o ritmo que deverá ser tocado pelos powerchords acima da melodia da voz.

Por enquanto é isso, nos próximos posts continuo com a explicação, fiquem ligados!



Escrito por Lígia às 10h56
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   Funções dos acordes

Dentro do campo harmônico, cada acorde constituído sobre cada grau possui uma função característica que junto às outras, trazem movimento à música. São três funções que existem dentro do campo harmônico: Tônica, Subdominante  e Dominante. A Tônica significa repouso; a subdominante, movimento; e a Dominante, tensão. Um exemplo de como as músicas geralmente seguem essa ordem é, por exemplo(no tom de Dó Maior):

C7MF7MG7C7M

No caso o acorde da área de tônica é o C7M, o de subdominante é o F7M e o de dominante é o G7. Ou seja, a música começa no repouso, o acorde de subdominante traz movimento e o de Dominante atinge a tensão necessária para que seja preciso retornar à tônica, onde se resolve. Os outros acordes do campo harmônico com suas funções podem substituir ou serem acrescidos à cada área. Então, os acordes da área de tônica são:

-C7M, Em7 e Am7

Os da área de subdominante são:

-F7M e Dm7

E os da área de Dominante:

-G7 e Bm7(b5)

 

Exemplo de como usar os acordes de cada área para colorir a progressão dada anteriormente:

C7M Am7- F7M Dm7- G7 Bm7(b5)- C7M

É claro que, para se conseguir um bom resultado deve-se respeitar os tempos dos acordes. Toque as progressões e perceba a diferença ao se acrescentar acordes da mesma área. Faça isso com todas as músicas que você toca, explore!



Escrito por Lígia às 00h05
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   Modos Gregorianos

Os modos gregos são nada mais do que as escalas formadas sobre cada grau de uma tonalidade. Ou seja, existem 7 modos gregorianos, em tonalidade maior. Os modos possuem as notas da tonalidade, porém cada modo começando por seu grau respectivo( Ex: o modo jônio será sempre o modo do primeiro grau, o Dórico sempre do segundo grau e assim por diante).

Ex:

I grau- Dó Jônio(, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó)

II grau- Ré dórico(ré, mi, fá, sol, lá, si, dó, ré)

III grau- Mi frígio(mi, fá, sol, lá, si, dó, ré, mi)

IV grau- Fá lídio( fá, sol, lá, si, dó, ré, mi, fá)

V grau- Sol mixolídio( sol, lá, si dó, ré, mi, fá, sol)

VI grau- Lá eólio( lá, sí, dó, ré, mi, fá, sol, lá)

VII grau- Si lócrio (si, dó, ré, mi, fá, sol, lá ,si).

 

Toque cada um dos modos no seu instrumento e perceba como eles soam diferente, pois os intervalos entre as notas não são os mesmos.

E, para cada modo ou grau, há um acorde com sétima que o caracteriza. Assim, os acordes no tom de dó maior são (com as notas que o constituem):

C7M(jônio)- Dó maior com sétima maior (Dó, Mi, Sol, Si)

Dm7(dórico)- Ré menor com sétima((Ré, Fá, Lá, Dó)

Em7(frígio)- Mi menor com sétima(Mi, Sol, Si, Ré)

F7M(lídio)- Fá maior com sétima maior(Fá, Lá, Dó, Mi)

G7(mixolídio)- Sol maior com sétima(Sol, Si, Ré, Fá)

Am7(eólio)- Lá menor com sétima(Lá, Dó, Mi, Sol)

Bm7(b5)(lócrio)- Si diminuto com sétima menor (ou Si meio diminuto)(Si, Ré, Fá, Lá)

 

Como visto, os acordes maiores correspondem aos graus I, IV e V. Os menores aos graus II, III e VI e o meio diminuto ao grau VII.

Os acordes mais importantes de uma tonalidade são os maiores I, IV e V. A partir deles que se constrói qualquer música.

Exercício: Toque os acordes apresentados acima e os modos de cada acorde(ex. toque o acorde C7M e em seguida o modo jônio, depois o acorde Dm7 e o modo dórico e assim sucessivamente). Depois de dominá-los, passe-os para outras tonalidades e os modos também. O importante é que você conheça a teoria e a sonoridade de cada um, só assim você adquirá liberdade no seu instrumento.

 



Escrito por Lígia às 20h47
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   Ciclo das quartas(3)

Usando novamente a escala de dó como ponto de partida, podemos construir o ciclo das quartas.

   2º           6º      8º

   ré   mi      sol   la   si   dó

É só pegar o 4º grau e construir a escala de fá.

   2º           6º      8º

   sol      bsi      ré   mi   fá

   t     t     st    t     t    t    st

O si teve de ser bemolizado para que houvesse um semitom do 3º para o 4º grau.

Da nova escala, pegue o 4º grau(bsi) e monte a próxima:

    2º            6º      8º

bsi   dó     bmi      sol      bsi

   t     t     st     t     t     t   st

E assim por diante, é só pegar o 4º grau de cada escala e bemolizar, mantendo os acidentes da anterior. As notas destacadas além do 4º grau são as notas que formam o acorde da tonalidade.

Exercício

Monte as escalas maiores pelo ciclo das quartas: Lá bemol, ré bemol, sol bemol, dó bemol e fá bemol. Destaque as notas que formam o acorde da tonalidade.



Escrito por Lígia às 11h26
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   Ciclo das quintas(2)

No exercício da explicação anterior você montou as seguintes escalas: RÉ, LÁ, MI, SI, FÁ# E DÓ#. Junto com as escalas que eu apresentei Dó e Sol, se forma o ciclo das quintas.

 

DÓ     RÉ     MI     FÁ     SOL    LÁ      SI   

SOL    LÁ     SI     DÓ           MI      FÁ#  

      MI     FÁ#  SOL          SI      DÓ#  

      SI     DÓ#   RÉ     MI      FÁ#   SOL#  

MI      FÁ#  SOL#  LÁ     SI       DÓ#  RÉ# 

SI       DÓ#  RÉ#   MI    FÁ#     SOL# LÁ# 

FÁ#    SOL# LÁ#   SI    DÓ#     RÉ#   MI# 

DÓ#    RÉ#   MI#   FÁ# SOL#    LÁ#   SI#

obs: as notas com fundo cinza são as tônicas das próximas escalas( 5º grau da escala em que está).

De cada escala foi pego o 5º grau, e note que desta forma, as escalas permanecem cada uma com os mesmos acidentes da outra, porém com mais um sustenido no 7º grau.

Aproveite para treinar o ciclo das quintas tocando as escalas na ordem apresentada.

Obs: Como cada escala permanece igual à anterior com o 7º grau elevado em um semitom, é interessante você usar elementos(notas) de ambas em uma composição ou improviso. Po exemplo, se você está usando a escala de dó, pode usar o fá# da escala de sol em algumas partes; mas é claro, há algumas regras que serão explicadas posteriormente, por enquanto, limite-se a tocar o ciclo das quintas até memorizá-lo bem.



Escrito por Lígia às 11h07
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